a vida inteira pode ser qualquer momento...


Saturday, November 26, 2005
momento de dias ruins






 

mais um dia entregue ao nada. só achando algumas coisas meio sem sentido. deve ser a crise dos 23. será que existe essa crise? acabei de inventar uma. e estou tão afundada, quanto os quadradinhos de goiabada no creme de leite do prato aqui do lado. buscando açúcar para tentar adoçar o mix de tpm e a explosão de mau humor. até os posts do blog saem em tom de mau humor. alguns momentos de calma, só quando estou entre amigos, mesmo assim permaneço no médio, médio relaxo. o calor só piora tudo. pelo menos hoje à tarde Teresina deu uma trégua e não sufocou com tanto calor. mais uma coisa média na minha vida; hoje, calor, médio calor. tá querendo parecer incompleto, mas não se deixa ser assim. agora é só esperar a tensão baixar, o sangue descer e tudo pode voltar a ser como sempre. tenho uma viagem pra planejar, o papai noel que já vem pular a chaminé e um ano em que tudo precisa mudar.é garotinha, tá chegando o momento de brincar de correr; sério!


Posted at 02:58 am by :::bibi:::
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Friday, November 25, 2005
tudo aquilo que me faltava...






Sentada aqui, desde não sei quando, olho à esquerda, olho em frente, em cima olho quase tonta de não encontrar, olham também da mesa ao lado, já perguntei as horas duas vezes, não, três, o cara respondeu direito da primeira vez, da segunda me olhou oblíquo, na terceira comentou qualquer coisa com a mulher, deve ter dito coitada, levou o bolo, me d nojo, não exatamente nojo, que é uma coisa de estômago que se derrama viscosa pelos outros, atingindo tudo em torno, esverdeada, não, nem ódio, que grande demais, não cabe dentro de mim, da minha arquitetura frágil de mulher magra, as pernas fina1 suportando não sei como os ombros e o tamanho dos olhos, o ódio seria demais, eu tropeçaria toda atrapalhada com meu próprio peso, a raiva é mais mansa e eu me sinto capaz de suportá-la, a raiva cabe em mim porque não permanece, e as coisas só adentram em mim quando podem escapar em seguida, eu sufoco, sei bem, sufoco e quase esmago a coisas, as gentes também, apenas ultrapassam num, rapidez de quem não olha para trás e vai seguindo em frente, fraca demais para ser barreira, transparente, porosa feito cortina de fumaça, não, não exata mente, a fumaça ao menos faz os olhos ficarem vermelhos, provoca tosse, eu não consigo abala ninguém, um plástico, material sintético, teve pena certa, eu não quero que tenham pena de mim dói mais que tudo os outros olhando de cima, constatando a fraqueza nossa, a nossa inferioridade, quero que me olhem do mesmo plano, se ele quer comentar alguma coisa com sua companheira que diga lembra? Uma vez que eu também esperei por você assim, você não vinha, não vinha nunca, eu fumava, eu bebia, eu esperava e você não vinha, mas acabou vindo e está aqui, agora, vendo uma moça que espera como eu esperei você naquele dia...


Fotografia
[caio fernando abreu]



Posted at 01:17 am by :::bibi:::
 




Thursday, November 24, 2005
dias sim,dias não...






 

 

      No pior momento do mês. O corpo fica inchado,  os olhos baixos e sem brilho, os ombros pesam, o calor estarrece e o humor não existe,apenas um estado de completa irritação. Nada é tolerável, as pessoas de repente emburrecem e até a moça da padaria tem um sorrisinho cínico, parece até querer despertar a ira de leão que está pronta pra externar toda a sua agressividade.

Tudo fica cinza, mais irritante e a ruiva facilmente irritável. Nada tem graça, tudo é apenas suportável. Desânimo vira a ordem do dia. Só quero brincar fé fazer nada, de preferência de tête-à-tête com o espelho, pra não despejar o meu abuso em ninguém. Sozinha e confinada. Enfezada e intolerante. Indisponível para as pequenas coisas.

Só queria mesmo saber pq todo mês tem que ser assim...


Posted at 01:11 am by :::bibi:::
 




Friday, November 18, 2005
Já desamarrei esse meu coração...





Já hoje me decidi: nunca mais me darei inteira. Viverei em fragmentos,sem muito amor porque deles me restarão o mundo.Pedi para que a paixão me deixasse e fosse encontrar outro fraco.

Descobri tardiamente que tudo era mentira. Estava sendo enganada.O amor é uma idolatria. E como todas, aliena. Quero tudo pouco para enxergar mais de perto a grandeza de existir. Tirem de mim a carga de amar demais!
Vou vivendo o médio, enxergar, quase nada. Estúpido para outros olhos que acreditam em grandes emoções,não quero sentir muito. Tristeza?
Desisti de estar em algum lugar ,fazendo com dedicação,me obrigando ao sempre
dos dias distantes de meu próprio mundo. Preciso ver tudo e se amar demais.
Estarei sem mim mesma. Agora fragmentada vejo que ninguém viu.
Não posso amar demais.


Posted at 08:47 pm by :::bibi:::
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Friday, November 11, 2005
vem brincar na areia, na areia do mar.brinca com a brisa do mar.olha pro céu azul,caminhar pelo mar devagar...




   momento de ir para a praia. Já virou necessidade. Um mergulho no mar,refrescar as idéias e ainda limpar a alma, descarregando as energias ruins. Já tava ficando saturada,irritada e um tanto quanto infeliz nessa cidade,que de uma hora para outra perdeu a graça. Vou mesmo em busca de vento acariciando os meus cabelos, braço estendido na areia e água de coco matando a minha sede. Alguns dias simplesmente sendo feliz por existir. Só existindo...


Posted at 03:43 am by :::bibi:::
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Can’t you see that I am not afraid?







Deliciosamente jogada no puff. As pernas esticadas, estrategicamente, pegando um frescor do vento do ar-condicionado nos pezinhos de tamanho 34, que sutilmente vão encostando-se à perna que já se encontrava lá jogada. O toque,que produzi um calor diferente, aquele calor do toque de peles. Aquele calor que por alguns segundo, trouxeram um conforto que jamais imaginara; o conforto de um simples toque de amor...


Posted at 03:33 am by :::bibi:::
 

aqui nesse mundinho...

"Vivo profundamente a esperança como concepção do futuro.”


Sartre
[Testamento Político]
24 de março de 1980

Posted at 03:22 am by :::bibi:::
 




Thursday, November 10, 2005
Tenho sido uma boa menina,sabe?



 




   Nossa, faz tempo que você não vem aqui,hein?! Pois é... nunca mais apareceu! Enfim, entra fica a vontade, mas não repare a bagunça! É, a bagunça. Continuo banguceira, bagunçada, tudo em desordem, porém sempre tentado colocar alguma coisa em seu lugar. Você sabe bem como eu sou,né? Empurrando com a barriga, um jeitinho aqui, outros ali e no fim os finais são sempre felizes! Gracias! Adoro final feliz! Por exemplo agora... quero que todas as dúvidas da minha cabeça tenham um final feliz. Ah! Continuo falando pelos cotovelos. Tá vendo! Mal você deu as caras e eu já tô aqui, com todo o meu blá,blá,blá... Você aceita uma água ou um café? É nesse calor de Teresina fica difícil até tomar meu cafezinho, companheiro do cigarro. É, continuo fumando. Menos. Acredite,cada vez menos. Um dia vou parar. Papo clichê de fumante,mas eu hei de parar. Sim... você quer água?  Água com gelo, pra mim é combinação perfeita para matar a  sede. Três golinhos e um traguinho. Opa. Chega de falar da nicotina. Mas, e você? O que anda fazendo? Tem alguma novidade pra me contar?  Ta sabendo de alguma boa nova? No momento estou precisando ouvir coisas boas, coisas que me façam rir. Estou querendo rir, mas é como se algo prendesse meu sorriso lá dentro. Mas você aqui,já me faz sorrir.


Posted at 02:14 am by :::bibi:::
 




Tuesday, November 01, 2005
chove sem parar...

 Existe algo mais delicioso que uma chuva de verdade às 4 da tarde?

Existe sim. Uma chuva de verdade às 4 da tarde em Teresina...


Posted at 04:41 pm by :::bibi:::
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Friday, October 28, 2005
Everything I said, oh, well I meant it and inside my head,holdin’ on...




"Eu vou embora sozinha. Eu tenho um sonho, eu tenho um destino, e se bater o carro e arrebentar a cara toda saindo daqui. continua tudo certo. Fora da roda, montada na minha loucura. Dá minha jaqueta, boy, que faz um puta frio lá fora e quando chega essa hora da noite eu me desencanto. Viro outra vez aquilo que sou todo dia, fechada sozinha perdida no meu quarto, longe da roda e de tudo: uma criança assustada"


[ Dama da Noite]
Caio Fernando Abreu

Posted at 03:51 am by :::bibi:::
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Momentos de uma garotinha ruiva... um tanto como a garotinha ruiva que representava o mais doce e ingênuo lado do amor e só existia no imaginário do charlie brown; mas também uma menina (!) de vinte e poucos anos que está sempre difusa em pensamentos emaranhados e procurando algo novo, que nunca tenha visto em ruas, milhares de vezes passadas. [quer falar comigo?]

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