teimosa e birrenta, diria que meramente obstinada. cismei que queria um tatuagem. e não uma simples tattoo, como o mediano ideograma que já tenho. queria uma grande. adoro grandes tatuagens. sempre achei bonito, ficava olhando para as pessoas que ostentavam os grandes desenhos, que sempre diz alguma coisa..
primeira etapa:o desenho! selecionado depoisde uma longa e minuciosa pesquisa. pesquisa pra quê? ora bolas,carambolas. não basta a imagem, tem o detalhe da mensagem. a mensagem visual. e pq não uma fada? gosto das fadas e nada melhor que uma gravada no corpo para me proteger. é uma fada. mas que fada? já que é pra proteger tem que ser vermelha,já dizia alguém por aí que afasta o “quebrante”, só pela imagem, uma mensagem visual. eis que aparece a fada do fogo. pronto, perfeita. fada,vermelha e do fogo.
com desenho na mão,a coragem de maria bonita, chega então o dia. só faltava um detalhe: o lugar! como era grande,pensei: nas costas, não vai doer tanto! chegando ao local,na hora marcada, uma rápida mudança de planos. nada pelas costas... quero a fada nas costelas. é, exatamente naquele lugar que mais dói... se dói? ah! dor pouca é bobagem. dói, dói sim. muita dor e inúmeros apelos e apegos: jesus, deus, maria, santo antônio, são jorge, pomba gira, buda, hare krishnas e quaisquer outras facções,filosofias, seitas, religiões, qualquer coisa que confortasse tanta dor, só queria que algum deles me ajudassem...
de tanta dor a grande tatuagem nas costelas da menina teiomosa, teve que ser dividida em 3 prestações. ás vezes me pego pensando: até a tatuagem, tô dividindo a prestação. mas em três parcelas, nada suaves, de doses extra-cavalares de dor...
hoje foi a segunda. no momento: descadeirada. um mix de dores e toque de ardência. mas valeu a pena. ela já tem mais vida. não necessariamente vida. acho que é por causa das cores, que preencheram as formas e deram novos ares. só faltam agora as sombras e os detalhes. mas os detalhes fazem toda a diferença.
Acredito sim.Pode até parecer que não, mas eu acredito muito facilmente nas coisas.Acredito em fadas, vivo as turras com os duendes do meu quarto,sempre coloco o sapatinho na janela,eu acredito inclusive no signo da revista caras. Vc tá rindo? Pois sim,eu leio o signo da revista caras e sou complacente com a mensagem transmitida.Acho que é pq,nós,seres humanos sempre temos necessidade de acreditar em alguma coisa, até mesmo para tudo parecer psicologicamente mais fácil. Assim, vai ficando fácil acreditar na vida,no amanhã e no que virá. Por isso, quero acreditar. Acreditar nas pessoas. Acreditar que o mc donald’s ainda vai reabrir em Teresina. Acreditar em todas as palavras que me falam,nas palavras soltas, como os meus cabelos que esvoaçam com o ventilador. Pisciana sonhadora: diz o horócopo. Uma garota que quer bem mais amanhã, que até pode idealizar, mas busca o concreto, penso comigo. pensando também que vale a pena acreditar em singelas palavras de amor.
"As garotas tradicionais que todo mundo gosta de ver em São Paulo, risonhas, pintadas, de saias de cor e boinas vivas. Essa gente que tem uma probabilidade excepcional de reagir como moças contra a mentalidade decadente, estraga tudo e são as maiores e mais abomináveis burguesas velhas.Com um entusiasmo de fogo e uma vibração revolucionária poderiam se quisessem, virar o Brasil e botar o Oiapoque perto do Uruguai. Mas D.Burguesia habita nelas e as transforma em centenas de inimigas da sinceridade. E não raro se zangam e descem do bonde, se sobe nele uma mulher do povo, escura de trabalho.A gente que as ve em um bandinho risonho pensa que estão forjando algumas coisa sensacional, assim como entrarem em grupo na Igreja de S. Bento, derrubar altar, padre estoia, sacristia...Nada disso. Ou comentam um tango idiota numa fita imbecil ou deturpam os fatos escandalosos, de uma guria mais sincera, em luta corporal com o controle cristão. Agrupam-se para abandoná-la. A camarada tem de andar sozinha...É uma imoralidade...Ao menos se fizesse escondido... É isso mesmo o que elas fazem.Eu que sempre tive a reprovação delas todas; eu que não mentia, com as minhas atitudes, com as minhas palavras, e com a minha convicção; eu que era uma revolucionária constante no meio delas, eu que as aborrecia e as abandonava voluntariamente enojada de sua hipocrisia, as via muitíssimas vezes protestar com violencia contra uma verdade, as via também com o rosto enfiado na bolsa escolar e pernas reconhecíveis e tremulas subirem a baratas impassíveis para uma garçoniére vulgar.Ignorantes da vida e do nosso tempo! Pobres garotas encurraladas em matinés oscilantes, semi-aventuras, e clubes cretinos. "
a cidade está estranha. soldados aglomerados em carros quadrados, espalhados pela cidade,como se a fazenda asfaltada estivesse vigiada. vigiada por soldados que combatem a boemia. estão sempre em busca dos bêbados.bêbados,nem tão bêbados. sentar num bar com os amigos, uma bela dor de cotovelo, um cigarro e muitas cervejas? alguém vê algo demais? pobres boêmios; passaram a ser perseguidos, viraram o alvo, na tentativa de camuflar o lado obscuro que desabrocha e revela-se para a cidade. pobres boêmios perderam o direito de cantar suas mágoas, dedilhar seu samba, vangloriar o amor. nem pensar; agora tudo tem hora para acabar. mas e a poesia que vem como conseqüência? o amor é o maior e melhor tema, acompanhado da vida, de como esta é bela e curta eque devemos aproveitá-la, sem perder um minuto, um segundo. mas agora tudo tem hora para acabar.e casos de bebedeiras? era impossível contar todos. era. agora eles são contáveis,perdidos e jogados em postos de gasolinas e padarias, arrancados de seu habitat natural.nem catinho, nem violão. já não dá mais para chegar sentar num boteco ao ar livre, cantarolar eternas canções, lembrar alguns versos, choramingar e rir das perdas,beliscando um aperitivo, com alguns bons amigos, pois agora tudo tem hora marcada para acabar. só quem não finda é a esperança, de que por fim tudo isso vire uma poesia, de preferência na mesa do bar do botequim da esquina.
Amizade verdadeira se conquista assim
Em roda, prosa,na noite, no botequim
E se desvenda com a emoção verdadeira
Claramente partida, felicidade derradeira
E quatro cantos breves serão efêmeros
Ao passo que a música nos anima
E a conversa, a breja nos levarão à extremos
E sai e vem e corre por trás da rima
Até breve e pra sempre irei cantar
Não me despeço, apenas dos amores
Aqueles que faz do leve pranto, o chorar
Nada disso, e risco, na noite não se levam os rancores
quero todas aquelas primeiras sensações de descobertas...
“...sexta feira,fim de semana e recomeça tudo de novo,como um grande círculo construído num calendário numérico ilegível pela minha embriaguês. agora o tempo vai passar e os pontos irão ser substituídos,vivem-se três fases de recomeço até o eterno por vir me situar como uma menina abandonada nesse imenso aparato burguês de trabalho e obrigações. por que hoje não digo mais frases poéticas? “
Momento de total confusão.Sim,confusão, confusão mental. Deve ser o calor, o calor que só entende quem mora em Teresina. Só quem já passou por Teresina sabe do que eu to falando. Fica difícil organizar as idéias e saber qual a primeira coisa a ser feita quando ligar o computador e mergulhar na aldeia global que atende por internet.Recomeçar o dia. Todo dia eu penso: amanhã é dia de recomeçar. Alguma coisa. Sempre é tempo de recomeçar. É parece papo de signo ou até mesmo nome de filme... mas o importante é parar e recomeçar. Vamos lá garotinha ruiva. É mais fácil que saber o que fazer com as pessoas que lhe adicionam no orkut e vc não sabe o que faz com elas. Eu nunca sei o q eu fazer com as pessoas que me adicionam no orkut e eu não conheço. Elas não dizem nada, ficam ali: uma ficha completa, algumas imagens e fertilidade na imaginação da garotinha ruiva. Então deve ser esse o primeiro passo para recomeçar alguma coisa... não para todos aqueles que diariamente estão na minha tela sem ser convidado.Existem os momentos do não. Acho que é até uma vontade de dizer não para alguma coisa,quando dentro pulsa o tempo todo o sim...
"eu vou tirar você de mim, assim que descobrir com quantos nãos se faz um sim."
um suspiro que se foi,um sorriso para o que será...
não. não era para ser assim. eu tinha planejado de outro jeito, era para ser diferente. vai ver foi isso eu e essa minha mania de fantasiar. não foi,não foi dessa vez. mas o sorriso fica,por que será. mais uma vez, será.
já sou obrigada a votar,aceitar essa imposição do governo eainda querem que deixem as armas só nas mãos dos bandidos, enchendo o horário comercial de “gente famosa”, pedindo para o povo votar sim ... para mim é não. não,não e ponto.
já basta o que acontece aqui nessa fazenda asfaltada, onde o xerife manda todo mundo se trancar em casa até às 2 da manhã, pq os bandidos estão soltos na rua e ñ tem policial pra segurar a onda e ainda não querem que o cidadão tenha uma arma em casa para se defender... ora bolas carambolas, mas se eu não posso contar com a policia e por isso depois das duas da manhã, tenho que voltar correndo para obedecer o toque de recolher, pq não posso ter meus próprios meios de defesa?
"Outro dia, a Adriane Galisteu deu uma entrevista que os homens não querem namorar as mulheres que são símbolos sexuais. É isto mesmo.Quem ousa namorar a Feiticeira ou a Tiazinha? As mulheres não são mais para amar; nem para casar. São para "ver".Que nos prometem elas, com suas formas perfeitas por anabolizantes e silicones? Prometem-nos um prazer impossível, um orgasmo metafísico, para o qual os homens não estão preparados. As mulheres dançam frenéticas na TV, com bundas cada vez mais malhadas, com seios imensos, girando em cima de garrafas, enquanto os pênis-espectadores se sentem apavorados e murchos diante de tanta gostosura. Os machos estão com medo das "mulheres-liquidificador". O modelo da mulher de hoje, que nossas filhas ou irmãs almejam ser (meu Deus!), é a prostituta transcendental, a mulher-robô, a "Valentina", a "Barbarela", a máquina-de-prazer sem alma, turbinas de amor com um hiperatômico tesão. Que parceiros estão sendo criados para estas pós-mulheres? Não os há.Os "malhados", os "turbinados" geralmente são bofes-gay, filhos do mesmo narcisismo de mercado que as criou. Ou, então, reprodutores como o Zafir, para o Robô-Xuxa.A atual "revolução da vulgaridade", regada a pagode, parece "libertar" as mulheres. Ilusão à toa. A "libertação da mulher" numa sociedade escravista como a nossa deu nisso: Superobjetos. Se achando livres, mas aprisionadas numa exterioridade corporal que apenas esconde pobres meninas famintas de amor, carinho e dinheiro.São escravas aparentemente alforriadas numa grande senzala sem grades.Mas, diante delas, o homem normal tem medo.Elas são "areia demais para qualquer caminhãozinho". Por outro lado, o sistema que as criou enfraquece os homens.Eles vivem nervosos e fragilizados com seus pintinhos trêmulos, decadentes, a meia-bomba, ejaculando precocemente, puxando sacos, lambendo botas, engolindo sapos, sem o antigo charme "jamesbondiano" dos anos 60.Não há mais o grande..."
Momentos de uma garotinha ruiva...um tanto como a garotinha ruiva que representava o mais doce e ingênuo lado do amor e só existia no imaginário do charlie brown; mas também uma menina (!) de vinte e poucos anos que está sempre difusa em pensamentos emaranhados e procurando algo novo, que nunca tenha visto em ruas, milhares de vezes passadas.[quer falar comigo?]